You are the reason that I breathe,
You are the reason that I still beleive,
You are my destiny..."
Sinceramente ainda continuo a não gostar de Pussycat Dolls, mas uns dias pra trás, enquanto eu estava presa naquela rede nublada e densa de reflexões sobre minha vida e pensando sobre as incertezas que emanam dela, essa música me surpreendeu por conseguir expressar exatamente parte do que eu sentia. Lembro-me muito bem de ter procurando dentre inúmeras músicas, alguma que fizesse sentido ou que simplesmente me mostrasse algo de útil, mas foi em vão infelizmente. Com isso, comecei a vagar enterrada em um mundo que ninguém poderia ver: minha mente.
Se me pergutavam coisas sobre acontecimentos, mesmo que dos mais inúteis, eu não sabia responder. Não exergava nada mais. Eu estava alheia a tudo. Imersa em uma linha de pensamentos somente minha (e talvez de mais algumas pessoas, já que faziam parte do que eu pensava). Eu entendi o que estava errado e me incomodando. Na verdade, era algo óbvio... simplesmente não havia como eu me enganar mais. Se estava tão claro pra todo mundo, por que eu não havia enxergado também? A resposta é que provavelmente eu não podia enxergar, já que estava entranhado em mim. Sabemos que para enxergar nossos erros temos que olhar pra nós mesmos, mas sempre que podemos, evitamos isso, pois nossa imagem em um espelho, reflete tudo o que somos, tudo o que temos. Nossos defeitos e qualidades. Mas geralmente só vemos os defeitos. Eu errei ao tentar me enganar. Sempre soube, desde que eu havia ingressado em algum tipo de relacionamento (mais sério do que pode aparentar) com a Fernanda, de que era algo diferente do que eu já havia sentido. Pois é, é diferente. No início foi uma paixão extremamente forte, mas que à medida em que os dias se passaram, transformou em amor. Hoje tenho a certeza de que não percebi antes o que era, porque eu não acreditava na época. Mas todo aquele sentimento infantil, aquela melosidade que eu pensava nas antigas relações que fosse o amor, não passava simplesmente de uma vírgula no enorme texto da minha vida. Agora, o conteúdo da minha biografia é o que me dei conta que estou vivendo: UM PUTA DE UM AMOR VERDADEIRO. Pois é, aqueles de filmes, livros, poemas românticos. Quem diria, hein? Acho que ninguém podia imaginar que eu fosse ser assim algum dia, né?
Enfim, no final não funcionaria eu mentir pra mim, ou tentar trocar um sentimento verdadeiro por máscaras e disfarces que na minha mente desviariam minha atenção do fato em si (como drogas e sexo), pois eu me sentiria vazia, incompleta. Não adianta, não me sinto completa sem a Fernanda.
E foi nessa linha de pensamentos, em que me decidi. Saí do transe e da fase que me deprimia, pra uma fase melhor, porque eu simplesmente abriria mão de tudo se precisasse. Não há nada que eu possa perder, exceto esse amor e a luta pra perpetuá-lo. E é assim que hoje me sinto ainda. Feliz. Apaixonada. E madura. Não importe quanto tempo demore, ou até mesmo que nunca aconteça. Só não vou deixar de me amar mais, a ponto de tentar enganar a única certeza (excluindo a de que amo a Haru) que uma pessoa pode ter: a de si mesmo.
Não necessito que alguém me dê permissão ou que ache certo ou errado o que estou fazendo. A vida é minha, o amor é meu, o sentimento é meu e a relação também é minha, então FODA-SE aqueles que pensam que é uma perda de tempo. Podemos estar distantes, mas o sentimento é real. Acredito demais nisso e em que vai dar certo. Fernanda, te amo e além de eu não conseguir ver minha vida sem você, eu não quero isso. Estarei aqui hoje e sempre pra você.

Eu quero acreditar no amor. Mas não sei se ainda consigo. Ponto.
ResponderExcluirQuero escrever sobre isso. :)
ResponderExcluirps: seu blog tá lindo!