quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ela disse Adeus :/

Ela disse adeus.
(Now the deed is done)
(As you blink she is gone)
(Let her get on with life)
(Let her have some fun)

Ela disse adeus.
(Now the deed is done)
(As you blink she is gone)
(Let her get on with life)
(Let her have some fun)

Ela disse adeus, e chorou,
já sem nenhum sinal de amor.
Ela se vestiu, e se olhou;
sem luxo, mas se perfumou.
Lágrimas por ninguém,
só porque, é triste o fim.
Outro amor se acabou.

Ele quis lhe pedir pra ficar;
de nada ia adiantar.
Quis lhe prometer melhorar,
e quem iria acreditar?
Ela não precisa mais de você,
sempre o último a saber.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Drowning

E se fosse essa, a minha queda? Ou o meu ápice?
Acho que preferia realmente morrer afogada.

Smashing


É como um espelho! Você pega um pedaço e quebra. Pega uma parte quebrada e quebra de novo... e assim vai fazendo, até a hora que não há mais como quebrar e quanto mais força você faz, mais você se machuca. Enquanto há o que quebrar, existe. Quando já não há mais como quebrar, saiba, desgastou demais e não existe mais nada pra ser quebrado ali, só a auto mutilação.

É assim com todos os relacionamentos, sabe? Você vai partindo o coração da pessoa, até a hora que depois de tanto sufoco, depois de tanta dor, o coração já está anestesiado e a pessoa partiu pra outra e você fica ali, tentando partir o coração dela, mas é o seu que está sendo partido.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Depressão.



Odeio entrar no orkut. Odeio passar todos os meus segundos no MSN. Odeio não largar o celular. E pior, odeio quando mesmo te esperando e fazendo tudo isso, finalmente quando te encontro, não é carinho o que recebo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Chovendo cabeças

Faz frio onde estou.
Chove e a cidade está vazia.
Nenhuma alma à vista, nem sinal de vida.

E não é só a cidade que assim se encontra
quando você não me esquenta.
Meu coração chora.
Você não está.
Não tenho notícias.
Nem sinal da minha vida.

Espero que aonde você esteja,
não seja um lugar sombrio e sem luz como aqui.
E que cada lembrança que tiveres de mim
seja uma centelha para abrasar-lhe a alma
Mesmo que, o lugar que você esteja
seja lá fora...
no meio do nada e da chuva.

Se se perder ao voltar
traçe caminhos e se possível atalhos,
para que se encontre mais uma vez
com o meu caminho.
Enquanto a luz estiver acesa, estou te esperando.
Cheia de esperanças e prováveis ilusões
melhor com isso,
do que sem vida e vazia.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Another MSN chat

MAHO diz:
*imagina quando tivermos filhos?
*AHSUAHUSHAUSHAHSA
Cah diz:
*HAHAHAH
*filhos são chatos
MAHO diz:
*ah, eu mudei tanto esse ano
*que penso em ter uma família
*pq é uma das formas de eternizar o que eu tenho com a Fernanda
Cah diz:
*eca
*filhos irritam
MAHO diz:
*Se pensa assim...!
*Eu não ligo, seria parte de mim com a Fernanda. Acho lindo isso.
Cah diz:
*lindo até o dia que vão te atrapalhar a comer, transar, sair..
MAHO diz:
*mas quando morrer, eles estarão ali, firmes
*muito provável que eu e a Fernanda morramos em épocas diferentes
*e se uma de nós morrer, ainda tem a família como pedaço do nosso amor
Cah diz:
*cê tá muito gay pra mim
*HAHAH
MAHO diz:
*droga, eu sei. Não zoa
Cah diz:
*HAHAHAH
*não vou zuar
*é bonitinho
*:D
MAHO diz:
*eu morro de vergonha
*Sempre quis conseguir conversar direito com a Fernanda, sabe
*pra ela saber sobre planejamento de vida
*pq ela faz parte do meu
Cah diz:
*ah, iarinha
*que lindo!
MAHO diz:
*Tenso véi
*eu mudei demais, eu fico muito de cara
*antes, eu não ia ter filhos e casar pra quê? eu queria era pegar
*hoje eu tenho vontade de ficar quieta, ficar em casa, fazer coisas pro meu futuro dar certo, pq quero que logo eu possa estar com a Fernanda
*pretendo casar com ela, ter um filho (ou uma filha, o que for, né?)
Cah diz:
*eu tenho vontade disso tudo
*menos a parte dos filhos
MAHO diz:
*Até na parte dos filhos eu mudei
*eu tenho medo disso

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Redação

Bom, uma das redações do colégio, que foi feita recentemente, inclusive, tinha como proposta a criação de uma crônica, sobre um dos assuntos propostos. É, essa foi minha primeira vez escrevendo crônicas, decidi postá-la.
Antes disso, apenas mais uma explicação: a prosposta que eu escolhi pedia que em algum momento eu pelo menos citasse algo relacionado à uma matéria que saiu no jornal, onde um deputado havia mandado pra Câmara: a proposta de proibição de utilização de nomes de gente, em cachorros.
Bom! Então lá vai:

Rotina de (Des)Prazer

Acordei cedo para ir trabalhar, como de costume. Meu carro novo me esperava na garagem, roxo, impecável. Peguei minha maleta e meus papéis, junto com as contas -de água, luz, telefone, internet, TV a cabo e todas aquelas infinitas e contínuas desculpas do governo de nos tirar dinheiro para seus salários-, e, após comer um pedaço de pizza que havia sobrado do dia anterior, embarquei na minha viagem de mais um dia.

Já ao entrar na Av. Cristiano Machado, meu humor foi levado ao nível crítico de desprazer. Aquele engarrafamento de quase uma hora e meia, junto ao enjôo provavelmente causado pelo pedaço de pizza de mais cedo culminou com uma quase falta (eficaz) de tempo para chegar ao banheiro. Enquanto eu pensava com meus neurônios, sentado na privada do banheiro do meu trabalho, cheguei à conclusão de que o que falta em BH é uma linha de metrôs subterrânea, assim diminuiria o tráfego caótico dos horários de pique.

Depois da "sessão filosófica" no banheiro, sentei-me em minha mesa e comecei a digitar meus "textos de cada dia" antes que os prazos de entrega na editora vencessem. Assim, foram-se mais de dez horas de trabalho, com bastantes correções, revisões, criações, "ões", "ões" e mais "ões". E, finalmente quando o relógio marcou com seus tridentes sedentários infernais, o término do meu expediente, dirigi-me à saída com aquela minha cara de sempre: cara de "spleen".

Novamente na volta pra casa, peguei outro trânsito daqueles! Já cansado de toda essa rotina, nada me impressionava mais. Era só mais um dia. Todos são iguais, afinal! Todos tem suas 24h.

Coloquei um CD, que se encontrava jogado em um canto no porta-luvas, torcendo que fosse algum da Olivia, deixado ali por acaso. Mas não, era a coletânia de músicas compostas por Vinícius de Moraes, interpretadas por Tom Jobim, que minha prima havia deixado ali da última vez em que a vi. Recostei no meu banco e fiquei observando o Viaduto da Floresta. "Precisa de uma reforma", falei. Todos aqueles sem-tetos ali, usando suas substâncias alucinógenas já eram quase imperceptíveis na paisagem, sempre estavam ali.

Depois de duas horas cheguei em casa, estacionei meu carro quase novo ( já no seu primeiro dia de uso estava desgastado) e fui direto ao telefone, pedir alguns sushis à delivery, uma vez que minha esposa estava viajando com suas amigas e a saudade da figura dela me esperando com a comida apertava. O atendente disse que demoraria alguns minutos para chegar o jantar, então aproveitei pra tomar um banho. Com a água gelada caindo, meus pensamentos giraram e giraram misturados à sensação relaxante momentânea. Sem querer, isso deu vasão ao lembrete das contas, que no meio da correria toda, esqueci de pagar. Saí do banheiro, ao ouvir o interfone tocar. De roupão, cueca, chinelos e a toalha enrolada nos então longos cabelos grisalhos, fui até a porta, paguei o motoboy, peguei meus sushis e o jornal, que por coincidência vi caído ao lado de minha caixa de correspondências.

Sentei-me à mesa sozinho e aproveitei para passar o olho pelas chamadas do jornal, enquanto comia os sushis. Fui direto para o quarto, após guardar o que havia sobrado do sushi, para comer de café da manhã do dia seguinte. Ajoelhei-me ao lado da cama e rezei, como habitualmente. Regras da patroa, acabou virando hábito. Deitei na imensa cama de casal. E a última coisa que pensei naquele dia, foi na matéria sobre um deputado que apresentara na Câmara, uma proposta que consistia na proibição de nomes humanos, em cachorros. Dormi rindo. Muito útil essa proposta.