
Sempre assim: o pai chega e mal dá oi pra filha, já pergunta se ela está no computador de "papo-fiado" com a ex-namorada que pra tristeza da menina, nem quer conversar com ela. Foi difícil a separação e a garota ainda não conforma com o término do relacionamento, mas infelizmente quando tenta esquecer tudo, o pai faz questão de lembrá-la.
Guarda toda a mágoa e vontade de chorar, engole e resmunga algumas palavras. O pai continua a tentar machucá-la e dessa vez, ela se exalta.
O quarto bagunçado, com os mesmos rascunhos de cartas jogados pelos cantos. A dúvida de deixar acontecer e a dúvida de correr atrás do que se acredita continuam a armar a maior guerra bélica ainda. Tudo parou naquele dia em que tudo terminou. Sem inspiração, sem sentimentos bons. Cada dia o vazio aumenta... ela está sendo consumida por ódio por ainda amar.


