
Acordei com saudade. Não era uma saudade esperada. Era uma saudade estranha. Era saudade de amor.
Com urgência vasculhei minha vida à sua procura. É que tem horas que me esqueço de que você não está mais aqui. Te chamo de amor no meu silêncio. Mas não é saudade de você. Você morreu. É saudade de quem amei.
Sei que você não irá voltar. Mas entre tudo o que conheci até agora você foi a coisa mais bela e a melhor que já me aconteceu. Amo o que tivemos. Não é algo a se desfazer. O que tem que ser desfeito é dessa dependência inútil do seu calor.
Saudade da sua amizade. Era a melhor coisa que tínhamos. Nossos assuntos, nossa aproximação, seu jeito, seu cheiro, seu calor, seu cabelo, seu nariz, sua boca, seu beijo, nossos beijos, nosso amor... saudade do que não vai voltar.
Saudade de ser criança em seus braços a me proteger. Saudade da sua presença. Saudade do seu sorriso. Saudade das nossas conversas engraçadas, nossos casos diários. Saudade de ser eu, saber quem sou.
Saudade da saudade que senti, quando nos separamos aquela manhã após juras de amor.

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