terça-feira, 1 de junho de 2010

Tantas saudades...



Acordei com saudade. Não era uma saudade esperada. Era uma saudade estranha. Era saudade de amor.
Com urgência vasculhei minha vida à sua procura. É que tem horas que me esqueço de que você não está mais aqui. Te chamo de amor no meu silêncio. Mas não é saudade de você. Você morreu. É saudade de quem amei.
Sei que você não irá voltar. Mas entre tudo o que conheci até agora você foi a coisa mais bela e a melhor que já me aconteceu. Amo o que tivemos. Não é algo a se desfazer. O que tem que ser desfeito é dessa dependência inútil do seu calor.
Saudade da sua amizade. Era a melhor coisa que tínhamos. Nossos assuntos, nossa aproximação, seu jeito, seu cheiro, seu calor, seu cabelo, seu nariz, sua boca, seu beijo, nossos beijos, nosso amor... saudade do que não vai voltar.
Saudade de ser criança em seus braços a me proteger. Saudade da sua presença. Saudade do seu sorriso. Saudade das nossas conversas engraçadas, nossos casos diários. Saudade de ser eu, saber quem sou.
Saudade da saudade que senti, quando nos separamos aquela manhã após juras de amor.

domingo, 30 de maio de 2010

7 motivos pra não precisar se preocupar mais comigo:

1- Eu te amo
2- Porém já não temos mais nada
3- Eu me machuco só por não estar com você
4- Eu procuro me machucar ainda mais, mas você não pode saber
5- Eu estou fingindo não me importar
6- Estou fingindo não gostar mais de você
7- Continuo a te amar...

sábado, 29 de maio de 2010

Eu Pierrot



Era uma manhã. Com a janela fechada, meus olhos permaneciam imóveis. Eu pensava em você. Me perguntava o porquê de você ser a pessoa mais importante pra mim. Eu não conseguira te esquecer, mas continuava a me enganar. Tentava fingir pra mim mesma que você não existia. Você sequer pensava mais em mim e eu ali, gastando minha manhã, meu humor, perdida em lembranças nossas ao tentar entender porque você continuava ali.

Estava me cansando de tentar parecer alguém feliz. Eu não estava feliz. Eu estava infeliz e incompleta. Você sabia com certeza que quando eu disse que você me fazia sentir feliz e completa, eu havia dito a verdade. E que quando eu prometi que te esperaria o tempo que fosse, foi sincero. Porém esta última promessa talvez estivesse se tornando uma mentira. Eu estava enlouquecendo e definhando. Morrendo sem você. E continuava tentando parecer bem. E fazia isso pra tentar lhe despertar algum sentimento incômodo. Quem sabe assim, você se lembrasse de nossos momentos felizes e viesse ao meu encontro dizer que tudo ruim foi um engano e que eu era a pessoa certa pra você. Sonhava,mas era apenas um sonho.

Meus olhos já não estavam mais imóveis. Eu tentava agora secar todas as lágrimas que relutei em guardar para mim quando tudo acabou. Agora elas estavam ali, caindo... mas sabe por quê? Porque cansei de dizer pra todos e pra mim mesma que já não te queria, que não precisava de você. Não é bem assim! Eu te amo! Como isso poderia ser verdade? Me pergunto se você acreditou em minhas recentes omissões e na máscara que criei de um Arlequim. A verdade é que eu sou um Pierrot. Nossa vida é um carnaval inquieto e que por mais que acabe em um ano, sempre acontecem outros carnavais.

Agora me levantava. Me preparava para vestir toda a fantasia e encenar o próximo capítulo do meu teatro doentio. Talvez eu estivesse louca. Mas ainda há um quê de realidade habitando um pequeno lugar do meu corpo. Uma realidade triste e feliz, de amar você.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Madness

Até onde as pessoas podem interferir na vida de outras? GRR

Minha loucura começou quando eu decidi assumir um namoro à distância... sendo que eu havia me prometido um ano antes, que não entraria em relacionamentos assim. E eu troquei um relacionamento que eu tinha por perto por isso. Lógico!, eu não estava conseguindo conter o sentimento enorme que crescia dentro de mim... e mal sabia que um dia tomaria proporções tão grandes assim.

domingo, 16 de maio de 2010

Ondas




Em alguns momentos a gente se dá conta do verdadeiro significado de algumas músicas ou frases e textos que ouvimos durante a vida. Existem algums que ouvimos demais, desde que nascemos mas nunca percebemos o que realmente quer dizer. E foi em um desses embalos, que percebi que "a vida vem em ondas como um mar". Já dizia Lulu Santos e hoje, digo eu!

Todo mundo já passou por fases em que tudo era crista... ou seja, a parte mais alta de uma onda. Tudo dava certo: o namoro, a diversão, família e escola (ou trabalho)... o problema é que sempre vinha um nó decadente e quando se dava conta já se estava no vale: tudo dando errado. E sempre era esse o ciclo.

Hoje estou na fase da crista, mas tenho certeza de que vales e nós virão e resta tentar superá-los pra logo estar em outra crista, sem chegar ao fundo do poço e tomar chá com a Samara.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Irritada


Sempre assim: o pai chega e mal dá oi pra filha, já pergunta se ela está no computador de "papo-fiado" com a ex-namorada que pra tristeza da menina, nem quer conversar com ela. Foi difícil a separação e a garota ainda não conforma com o término do relacionamento, mas infelizmente quando tenta esquecer tudo, o pai faz questão de lembrá-la.
Guarda toda a mágoa e vontade de chorar, engole e resmunga algumas palavras. O pai continua a tentar machucá-la e dessa vez, ela se exalta.
O quarto bagunçado, com os mesmos rascunhos de cartas jogados pelos cantos. A dúvida de deixar acontecer e a dúvida de correr atrás do que se acredita continuam a armar a maior guerra bélica ainda. Tudo parou naquele dia em que tudo terminou. Sem inspiração, sem sentimentos bons. Cada dia o vazio aumenta... ela está sendo consumida por ódio por ainda amar.

De repente

Fez-se do amor, a solidão;
da solidão, o ódio;
do ódio, a paixão;
da paixão, o amor.

Fez-se amante do amor;
e de odiado o amado.
Ódio de uma dor,
por um amor inacabado.

Que de tudo poderia ter,
mas que por um vício,
nada foi ser.

Um amor não finalizado;
que não foi
e nunca vai ser de novo.